CTB define lutas prioritárias: fim da 6x1 no Senado e derrotar direita nas eleições
Geral 15/06/2026 Escrito por:
Reunida no Sindicato dos Bancários da Bahia, em Salvador, a CTB Nacional definiu como lutas prioritárias do sindicalismo classista o fim da escala 6x1 no Senado e derrotar extrema-direita nas eleições de outubro. O encontro nesta segunda-feira (16) aconteceu um dia antes da Assembleia dos Povos do Mundo, que acontece na capital baiana.
A anfitriã Andréa Sabino, presidente da Federação dos Bancários e dirigente da CTB Bahia, desejou boas-vindas aos sindicalistas e deliberações importantes. O secretário-geral da CTB, Ronaldo Leite, ressaltou que "a Central aproveita a Assembleia dos Povos para fazer a reunião nacional ampliada com os presidentes das estaduais e a direção da CTB Bahia, para unificar as ações até as eleições". O dirigente deu orientações sobre a dinâmica da reunião e do evento internacional.

Segundo o presidente Adilson Araújo, a Assembleia Pública Mundial tem orígem na Rússia. "Quando estivemos lá, no ano passado, a CTB se dispôs a receber o evento no Brasil, especialmente em Salvador. Estamos realizando atividade sem patrocínio, mas com a força dos sindicatos classistas. Teremos vários dirigentes da CTB nas mesas temáticas e agendas com ida à Igreja da Conceição da Praia, show com a Orquestra Neojibá, visita ao Pelourinho e festa no Ginásio dos Bancários. Também contaremos com a presença de um membro da OIT [Organização Internacional do Trabalho]. Com relação ao fim da escala 6x1, defendemos um Dia Nacional de Luta", destacou.

A presidenta da CTB Bahia, Rosa de Souza, deu as boas-vindas aos dirigentes. "A Bahia recebe com carinho os companheiros e companheiras de todo o Brasil para a reunião ampliada da CTB e a Assembleia dos Povos do Mundo. É importante mantermos a mobilização das categorias e da sociedade para pressionar o Senado a aprovar, também, o fim da escala 6x1. Em outubro, é reeleger Lula e eleger parlamentares para melhorar a composição do Congresso", defendeu.

FORÇA CLASSISTA E SOLIDARIEDADE À CUBA
Para Vânia Marques, presidenta da Contag, o Brasil vive um momento importante da política. "É muito bom a Bahia receber um evento internacional como a Assembleia dos Povos do Mundo. Vamos mostrar a força da CTB e reforçar a luta contra a extrema-direita nas eleições e pelo fim da escala 6x1", frisou.

Convidado especial da reunião, o embaixador de Cuba no Brasil, Victor Cairo lembrou que o país caribenho vive um momento complexo com as ameaças dos Estados Unidos. "São mais de 60 anos enfrentando o bloqueio econômico. Agora, tem o bloqueio energético, que afeta a saúde, a educação, transporte, alimentos e medicamentos. Eles causam uma crise humanitária. Os EUA são um império em declínio e tentam reverter isso com agressividade militar e econômica. Pensam que Cuba não vai resistir, mas se equivocam. Nosso povo quer ser livre e soberano. Cuba não é ameaça aos EUA. Eles podem conquistar governos, mas não um povo e suas ideias. Agradecemos a CTB e os sindicatos pelas campanhas de solidariedade. Precisamos do apoio material e político dos países irmãos, agora", enfatizou.

ESCALA 6x1
Rodrigo Calais atualizou as informações sobre a luta pelo fim da escala6x1. "Tivemos uma vitória expressiva na Câmara, mas há problemas no Senado. Centrais e patrões solicitaram reunião e Davi Alcolumbre só recebeu o patronato. É importante destacar as várias campanhas nacionais da CTB, que repercutiram na população. Foi uma vitória coletiva do movimento sindical, com protagonismo da CTB e dos sindicatos classistas. Agora, é conversar com os senadores nos estados, construir o Dia Nacional de Luta pelo fim da escala 6x1, além de ações nas ruas e nas redes sociais", destacou.
CONJUNTURA POLÍTICA
A conjuntura política foi tratada pelo dirigente Nivaldo Santana. "A formação do Escudo das Américas pelos Estados Unidos, sem Brasil e Colômbia, teve a tese de 'combater o narcotráfico'. Na verdade, isso é para justificar intervenções militares e econômicas nos países do continente, diminuir e evitar influência chinesa na América Latina e enfrentar os Brics. A derrota histórica dos EUA contra o Irã foi importante, mas eles seguirão agressivos", pontuou.

O sindicalista chamou atenção para possível interferência americana nas eleições em 2026. "Sendo que a do Brasil é a mais importante. É uma situação perigosa. Por isso, reeleger Lula e derrotar a extrema-direita ajudará as forças democráticas da América Latina. Temos que eleger deputados e senadores mais afinados com o campo democrático e popular, uma vez que a extrema-direita quer ter maioria no Senado. O movimento sindical deve jogar pesado nas eleições de outubro", conclamou.
Pela Bahia, fizeram intervenções: Arielma Galvão (APLB-Sindicato); Jairo Araújo (Federação dos Comerciários); Nancy Andrade (Federação dos Bancários); Alda Valéria (Sindicato dos Bancários); Grassa Felizola (Federação dos Bancários) e Hércia Azevedo (APLB-Sindicato).
