CTB e UBM participam de ato contra feminicídio em Salvador 

CTB e UBM participam de ato contra feminicídio em Salvador 

Geral 03/06/2026 Escrito por:

Na manhã desta quarta-feira (3), a CTB Bahia reforçou a luta contra o feminicídio com a UBM (União Brasileira de Mulheres), FEC Bahia (Federação dos Comerciários da Bahia), SintraSuper, Sindicato dos Comerciários e outras entidades.

Em frente ao Fórum Ruy Barbosa, o ato exigiu justiça para Lindiane Rufino Soares, que é ex-comerciária, e todas as mulheres vítimas de feminicídio no País. Ela tinha 34 anos e foi morta a facadas, em 5 janeiro de 2025, por seu ex-companheiro Gilmar Correia, no bairro de São Marcos, em Salvador. O assassino vai a júri popular na quarta-feira (3), no Fórum Ruy Barbosa.

A secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB Bahia, Marilene Betros, conclamou os homens a refletirem. "Vocês precisam entender que as mulheres têm o direito de serem livres. Vocês têm que amar sem transformar o amor em uma arma que mata por apenas se ouvir um não. Nossa luta é contra essa cultura machista, que mata 5 mulheres por dia no Brasil. Por isso, estamos unidas contra feminicídio e toda forma de violência", afirmou.

"O sistema falha ao não prevenir a violência e os crimes de feminicídio, além de não punir com mais rigor os assassinos. É importante as entidades sindicais participarem dessa luta, que não é só das mulheres, mas de toda a sociedade", disse Cherry Almeida, secretária de Gênero dos Comerciários e dirigente da CTB Bahia.

SOBREVIVENTE 

Sobrevivente de uma tentativa de feminicídio em fevereiro de 2019, a fisioterapeuta Isabela Conde deu um importante depoimento. "Eu tive que me fazer de morta para sobreviver e estar aqui hoje. Criei a ONG Ampara Mulher em 2020, para ajudar as mulheres vítimas de violência doméstica. É preciso melhorar a legislação, pois o homem que tentou me assassinar teve a pena reduzida por eu ter conseguido sobreviver. Isso tem que mudar", frisou.

Para a secretária de Gênero do SintraSuper, Josélia Ferreira, é preciso mudar a cultura machista que ainda condicionam a juventude de hoje. "É um absurdo ver jovens nas redes sociais estimulando a violência contra a mulher. Isso é absurdo e não podemos aceitar. Os homens precisam falar sobre feminicídio e violência doméstica, para desconstruir essa visão equivocada", destacou. 

Falaram no ato vários dirigentes homens, como Renato Ezequiel (presidente do Sindicato dos Comerciários) e Edvã Galvão (vice-presidente do SintraSuper), além dos dirigentes comerciários Walter Júnior e João Brandão. Mais fotos no Instagram @ctb.bahia