A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa ativamente da II Conferência Nacional do Trabalho, realizada de 3 e 5 de março de 2026, em São Paulo. Além do presidente Adilson Araújo, participam dirigentes de diversos estados, como da bancada baiana: Rosa de Souza, Arielma Galvão e Jerônimo Júnior.
Nossos dirigentes participam de reuniões das bancadas e dos grupos temáticos com posições que fortalecem propostas em defesa da classe trabalhadora. A Conferência aprofunda debates sobre trabalho decente, proteção social, qualificação profissional, negociação coletiva e os desafios das transições digital, ecológica e demográfica.
Adilson Araújo reforçou que a redução da jornada de trabalho é parte de uma “luta secular” e que, no Brasil, teve como marco a Constituição Cidadã de 1988, que reduziu a jornada de 48 para 44 horas semanais. Nosso dirigente lembrou que a redução para 40 horas já havia sido pactuado politicamente em 2011. "Investimentos tecnológicos, automação e inteligência artificial permitem que o mercado absorva jornadas menores, impactando diretamente a saúde do trabalhador, a vida familiar e a qualificação profissional", pontuou.

MORTES POR ACIDENTES
Para o sindicalista, a medida é corroborada por dados alarmantes sobre segurança no trabalho. “O Brasil figura entre os países do G20 como o segundo país com maior incidência de óbitos por acidente de trabalho. No geral, ocupa o terceiro lugar mundial nesse ranking", alertou, reforçando que reduzir a jornada é essencial para “garantir um meio ambiente de trabalho mais saudável, mais humano e menos desigual”.
Adilson projetou os benefícios econômicos da medida: "A transição para a escala 5×2, com redução para 40 horas semanais sem corte salarial, é o fator decisivo para gerar a oportunidade de 4 milhões de novos empregos. O país não pode adiar a decisão. É chegada a hora de pôr fim, de uma vez por todas, à famigerada escala 6x1”, declarou.
BAHIA REFORÇA
Os representantes da Bahia reforçam a posição. "Enfrentamos um cenário marcado por transformações tecnológicas, ambientais, demográficas e sociais, gestando novos desafios e oportunidades para o mundo do trabalho e a classe trabalhadora, como a redução da jornada", pondera Rosa de Souza, presidenta da CTB Bahia.

Para Jerônimo Silva Júnior, secretário nacional de Promoção da Igualdade, a Conferência é o espaço para esse debate, democrático e participativo, visando estabelecer diretrizes para valorização do trabalho, defendida pelas centrais sindicais. "A CTB reafirma que é tempo de construir um futuro em que o trabalho decente, a justiça social e o desenvolvimento sustentável caminhem juntos, em benefício do povo brasileiro", completa Arielma Galvão, secretária de Políticas da Educação.
