As eleições no Sindicato dos Médicos da Bahia virou caso de Justiça. Em menos de duas semanas, pela terceira vez, a Justiça do Trabalho suspendeu o processo eleitoral. A causa principal é a falta de transparência e a exclusão de médicos filiados na condução da escolha da comissão eleitoral. Por reincidência, o SINDIMED paga multa por descumprimento de R$ 5 mil por dia.
O sindicato, também, deve interromper a reunião da diretoria e o sorteio da comissão previstos para os próximos dias. O entendimento da Justiça é de que a atual diretoria insistiu em manter um processo interno, sem edital, sem regras claras e sem permitir que os médicos interessados pudessem se inscrever. O procedimento contraria o estatuto da entidade e decisões judiciais anteriores, que exigiam abertura, publicidade e participação ampla da base.
Na categoria, existe uma mobilização de médicos e médicas que criticam a perda de responsabilidade institucional do sindicato e defendem a reconstrução da interlocução, da unidade da categoria e da legitimidade da representação médica na Bahia. Mesmo sem um julgamento final do processo, o volume de intervenções da Justiça do Trabalho chama atenção para a forma nada democrática como a atual diretoria vem conduzindo a entidade.
Um dos líderes do movimento Reconstruir o Sindimed, Tiago Almeida diz que o debate vai além da disputa entre grupos. “Em um cenário de precarização crescente da profissão, o modo como o sindicato conduz suas escolhas afeta diretamente a confiança da base. É natural que, diante da falta de critérios públicos, os médicos questionem o processo”, avalia.
A CTB Bahia acompanha e apoia a luta do movimento Reconstruir o Sindimed, que reúne ex-presidentes do sindicato, lideranças importantes da categoria e jovens médicos que querem resgatar a trajetória vitoriosa desta importante organização da classe médica no estado.
com informações do Política Livre